sábado, julho 18, 2015

Voltando


Ó céus, ó vida, tenho estado afastada, não só por viagens mil, mas também porque o amigo google resolveu dificultar meu acesso a este blog. Sai deste blog que não te pertence, google! Ou será que eu penso que o blog é meu, e não é nada disso? Ha! Consigo acessar do ipad, mas aí não consigo postar nenhuma imagem. Meu nome de usuário está dando duplicidade. Sou eu, mas não sou eu. Enfim, podendo complicar a vida dos outros, eles complicam. Parece que hoje enganei os duendes que moram na página. Vamos aproveitar enquanto eles dormem.

Acabamos de voltar de 5 semanas de tour norte-americana - EUA e Canadá - e tudo correu bem, com os percalços normais nesse tipo de viagem, que nesta região do planeta são sempre mais prováveis do que quando viajamos pra tocar na Europa ou no Japão. A gente sempre se sente culpada de alguma coisa, que não se sabe bem o que é. O processo de visto de trabalho é infernal, a gente faz tudo certinho, aí eles erram ou têm um crash de computador mundial (eu, hein?) e a gente é que tem de correr atrás do prejuízo. Enfim, ao fim e ao cabo deu tudo certo e o som rolou bonito, e isso é o que importa. Mas que foi uma saga, isso foi.

Depois vêm os percalços aéreos. Tivemos vários - voos cancelados, reservas que sumiram, malas idem, e a cereja do bolo, que foi um pouso forçado em Trinidad Tobago, devido a uma pane no avião da American Airlines, o que transformou nossa viagem NY/Rio numa epopéia que durou 30 horas, de porta a porta. Sendo 14 horas no pequeno aeroporto de Port of Spain, sem hotel nem restaurante. Não é para os fracos...

E daqui a uma semana, Japão, pros shows de lançamento do novo CD. Mas aí é moleza.

4 Comments:

At 12:15 PM, Blogger Gilliatt R said...

Joyce,
Quando tomei conhecimento do repertório de seu novo disco fiquei entusiasmado, mas confesso que uma música, uma só, me deixou com uma certa pulga atrás da orelha: The Shadow of Your Smile. Eu sempre impliquei com essa canção. Achava sentimental demais, melosa demais, derramada demais. Achava!
Seu disco chegou pra mim do Japão e não para de tocar. Quando um disco é bom de verdade, a gente não cansa de ouvir, não é mesmo? Uma espécie de mágica faz parecer que a cada audição a banda tá mais afiada, a voz tá ainda melhor, como se músicos e ouvinte fossem aprimorando essa experiência juntos.
E não é que a minha maior surpresa e alegria foi justamente ouvir a sua versão de The Shadow of Your Smile? Aquele andamento, a suavidade do arranjo, a delicadeza do seu canto... não dá pra explicar, mas a sensação é a de que vocês assopraram camadas e camadas de açúcar que há anos encobriam a verdadeira doçura e beleza dessa canção. Bravos!

 
At 5:54 PM, Blogger joyce said...

Gilliat, fico feliz em ler seu comentário. Você entendeu a intenção completamente. E devo dizer, essa foi a única canção em que não mexi em nada, nem harmonia, nem groove. Usei simplesmente (e respeitosamente) a partitura que me fo dada pelo próprio autor, Johnny Mandel. O mérito e a melodia são dele, mesmo!

 
At 9:08 PM, Blogger rogerio santos said...

Olá Joyce. Quero comentar uma coisa simples: minha admiração pelo seu trabalho é gigantesca. Pronto... era só isso. Faz tempo que não deixo um comentário e esse vale! Gratidão sempre. :-)

 
At 6:44 AM, Blogger Daniela Aragão said...

Este disco está lindo e a foto da capa salt aos olhos nos saudando. Encantei-me pela "Meu piao" numa levada bem jazz e a entrada solo do piano uma maravilha. Belíssima releitura de "O barquinho" feita com seu encontro de entendimento cool com Menescal. É luxo só Joyce!

 

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