terça-feira, setembro 09, 2008

de volta a casa

Lindo, não? essa é a foto de Lizzie Bravo mostrando Jardim Botanico, Lagoa, Jockey Club, etc. Meu bairro. Nosso bairro. Lindo.

Mas a chegada ao Rio já derruba qualquer um. Minha cidade, vista assim do alto, de quem chega de avião, mais parece uma mega-favela. E é o que ela é, infelizmente, devo dizer. Vivemos numa pequena ilha de beleza, cercada de favela e violencia por todos os lados. E eu queria essa beleza para todos, como um dia já foi, mas como aparentemente nunca mais será. Não com as perspectivas que se apresentam.

Passado o primeiro bode da chegada _ o famoso choque de realidade que me acomete sempre que passo mais de uma semana fora do Brasil _ devo dizer que o Japão foi uma maravilha: a música funcionou lindamente, o Blue Note superlotou como sempre, com um público animadíssimo, e essa formação de banda está uma delícia de tocar junto. Nos encontraremos de novo na Espanha, em novembro. Meu atual pianista mora longe (NYC) e o atual baixista, meu vizinho, vive com as mãos ocupadíssimas, cheio de trabalho. Mas sempre que der, nos juntaremos, pois foi bom pra todo o mundo. E temos muitos projetos pela frente, aqui, ali e acolá. O show de domingo passado foi gravado ao vivo pela TV Fuji, e será exibido lá intermitentemente pelos próximos dois anos. Quem sabe vira um 'produto' num futuro próximo...

2 Comments:

At 1:05 PM, Blogger JoFlavio said...

Eu morava na Cupertino Durão, 74, Leblon – hoje tem um prédio no lugar. Estudava no Santo Agostinho e tinha medo do Frei José. A Bossa-Nova nascendo.Minha irmã tinha voltado empolgada de um show na Faculdade de Arquitetura e lá ouviu um tal de Carlos Lyra, segundo ela um máximo. Mas meu programa predileto era outro. Munido de uma varinha de pescar e muita isca saía todo garboso em direção ao canal do Jardim de Alah. Pegar mamarrês e barrigudinho era comigo mesmo. Bancos na praça geralmente ocupados no final da tarde por casais que encontravam lá o ambiente perfeito para namorar. Sim, existia a Praia do Pinto, uma favela próxima. Mas parecia coisa ilhada, sem contato. Parecia porque dificilmente eu via algum favelado na rua. Ou na praia. Pegar jacaré também era comigo – certa vez quase trombei com um golfinho. Esse é o quadro que permanece em minha mente. Um quadro de beleza e paz que sei desapareceu.

 
At 8:55 PM, Blogger surradas.palavras.senis said...

Joyce
saudades de ver vc cantando nas lonas cariocas, sobretudo na "Hermeto Pascoal". Estudei com Fábio, filho de Hermeto (no Colégio Rio da Prata)e o assunto principal era a voz da joyce, o balanço do gil e voz molinha, qse em câmera lenta de caetano deitando na rede do marasmo baiano, pra fazer quem ouvia, entender o significado da verdadeira canção brasileira...
Saudade de vcs nas lonas e nos circos voadores da vida!
Amo vcs com suas vozes divinas, mas com humildade suprema!

 

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