quinta-feira, fevereiro 12, 2009

rapidinhas

Fui injusta com o verão do Rio. Continua lindo, apesar de confirmar o velho ditado carioca de que o Rio tem duas estações: verão e inferno. O inferno acontece no momento, embora exatamente neste instante uma chuva esteja caindo, o que pode significar duas coisas: um refresco para o calorão ou catástrofe na cidade. Espero que fiquemos no refresco. Chuva preguiçosa, chuva lavadeira.

O mar esteve divino nos ultimos dias. E não, meu caro leitor Anonimo, não quero expulsar os invasores da praia: leia de novo o post abaixo. Regras de convivencia para que todos sejam felizes. Quem ama, cuida. Praia limpinha, para que aquela canção do meu parceiro Jards Macalé nunca mais precise ser cantada: "vamos a la playa/ pegar conjuntivite/ talvez uma cistite/ ou quem sabe uma hepatite..."

Já que falei nele, olha ele aí! Amigo ipanemense de longuíssima data, nossos sonhos juvenis de amor e música, os amigos que se foram, os que continuam sendo e os que ficaram pra trás. Caminhos diferentes, mas sempre o mesmo carinho. E muita risada, sempre, sempre!

E foi-se Blossom Dearie, the little jazz bird. Seus amigos Gil e Miles devem estar fazendo a festa no céu do jazz. Que bom que ainda deu pra vê-la ao vivo, no Danny's Skylight Room, em Manhattan, um restaurante especializado em lagostas, meio sem-vergonha, com um pequeno clube nos fundos onde ela cantava uma vez por semana, já na flor dos seus oitent'anos. Eu era fã total, e até gravei no meu CD 'Banda Maluca', de 2005, uma música do repertório dela, 'L'Étang', de Paul Misraki. Gravei porque estava apaixonada pela canção, mas a verdade é que a gravação dela é incomparável, sublime, mesmo naquele francês pavoroso.

E chove.

3 Comments:

At 7:58 PM, Anonymous Janete de Andrade Lemos said...

(...)Pois é, minha querida! Achei que ficou meio pesadinho sim o seu desabafo, porque infelizmente, a interpretação que cada um faz, encontra-se na área das humanas,i. é, o ponto de vista de cada um...é uma coisa mesmo muito pessoal, compreender o q se fala tanto qto o q se escreve! E as suas palavras(no meu parecer,bem condizentes), não só como as suas belas canções, agora são públicas. Ainda mais numa rede aberta de computadores com usuários diversos ansiosos para opinarem, seja de que forma for. Pública sim, assim como as praias do nosso Rio de Janeiro. Por isso volto a bater as mesmas teclas: O que nos falta é plena cosnciência e responsabilidade ambiental como tbm social. Eu já tinha compreendido isso desde o primeiro parágrafo. Mas quando a gente escreve num blog, chama uma vasta multidão para conversar. Então temos que estar aptos a aceitar sem esperarmos muito disso.

No mais, amo vc e a abertura que dá para cada um que aqui vem expor suas idéias.
Abç

 
At 10:07 PM, Blogger Cyntia said...

Tenho que confessar: achei muito engraçado o post anterior, porque pra quem mora aqui em Recife, o Rio é praticamente o pólo norte! nós só temos o inferno mesmo. hahaha
Sobre o Macalé, ele mesmo dispensa qualquer comentário... Dori e Macalé me matam de rir mesmo sem falar nada. Depois de um último show que vimos dele por aqui, o "Cuidadoooo Moreiraa!" virou o bordão da turma!
Grande Macalé!

 
At 1:07 PM, Blogger JoFlavio said...

By the way... ( e antes que me esqueça)
De uns tempos pra cá muitos jazzistas começaram a paticar temas incidentais nos improvisos, solos. Como se fosse um teste para os conhecimentos musicais de quem ouve. Quando surge a oportunidade, torna-se agradável. E não é prá qualquer um. Exige uma concepção de harmonia mais avançada, pois é através desta que se conduz a uma proximidade tentadora para um músico criativo. Claro, o tema incidental tem que ser muito conhecido, tipo standard, para causar efeito. Como uma brincadeira de bom-gosto. E foi legal logo no começo do DVD (Show dos 40 Anos de Carreira), nas entrenotas, sacar “Sallys’s Tomato”. Mais ainda porque o autor do tema, Enrico Nicola (Henry) Mancini, foi uma das minhas grandes referências musicais. Valeu o incidente...

 

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