
Um post com algumas fotos da nossa estada em Barranquilla, Colombia. O show foi ótimo e a platéia, idem, animadíssima e
caliente. Barranquilla é cidade pequena _ nos dizem que Bogotá é uma capital grande e moderna, mas aqui era o quase-Caribe, lembrando muito algumas cidades do Norte brasileiro, inclusive no clima de calorão úmido.

Uma das coisas mais simpáticas da viagem foi conhecer o sistema de transporte local, que consiste principalmente em microônibus coloridíssimos, parecidos com as
guaguas cubanas, que aqui recebem o gracioso nome de
busetas.

Uma foto do mercado municipal. Parece muito com o Brasil!

O casal Moreno tentando aproveitar aquela meia horinha de folga no hotel.

E o hotel propriamente dito.
A estada foi (em quase tudo) agradável. A nota dissonante foi a saída do país: passamos no total por sete - sete! - revistas e entrevistas, com nossa bagagem sendo aberta e manuseada de maneira nem sempre respeitosa, culminando com nossa produtora Guete (talvez por ser mais nova, ou mais gordinha) sendo levada para uma salinha reservada, onde teve seu estômago escaneado (!!!) pelas autoridades, à procura de substâncias ilícitas que ela pudesse ter ingerido. Evidentemente não havia nada, mas a demora em devolvê-la ao grupo foi fonte de preocupação, que só passou quando nos achamos todos au complet dentro do avião. Uma experiência desagradável, que serviu para nos lembrar de um tempo, nem tão distante, em que Brasil também era um Estado policial.
O velho garçom do hotel tinha nos dito, ao saber que éramos brasileiros: "O Brasil é um exemplo para a América Latina. Vocês nos representam no mundo". É uma responsabilidade para nós, sermos vistos dessa forma. Uma responsabilidade que precisamos honrar.
No aeroporto do Rio há muitos cartazes alertando para o tráfico de pessoas para prostituição. Na Colômbia é tudo sobre o tráfico de drogas, avisando do risco que corre quem se dispõe a servir de 'mula' para o transporte de cocaína e similares. No Panamá, onde fizemos escala, os avisos diziam simplesmente: "o Panamá castiga o contrabando". Nos Estados Unidos e na Europa, os cartazes seriam sobre terrorismo.
É como diz o título daquela peça: "cada um com seus pobrema".